Três mitos sobre a integração moderna

Jason Bloomberg, fundador e presidente da Intellyx, analisa três mitos sobre integração moderna e explica por que ela deve ser low-code, cloud-native e cobrir todo o ciclo de vida.

publicado em
September 15, 2022

Jason Bloomberg, fundador e presidente da empresa de análise de transformação digital Intellyx, analisa três mitos sobre a integração moderna neste artigo de setembro de 2021.

Por que a integração deve ser low-code, cloud-native e cobrir todo o ciclo de vida

Jason Bloomberg, presidente da Intellyx, setembro de 2021

O mundo da TI corporativa se transformou completamente na última década. Hoje, esperamos e exigimos a capacidade de mudar em escala.

A infraestrutura de TI precisa ser inerentemente dinâmica, sem limitações de escopo ou escala para uma aplicação específica. A computação cloud-native surgiu para atender a essas necessidades.

Ao mesmo tempo, as empresas precisam continuar lidando com seus ativos legados dentro desse cenário moderno de TI. A computação cloud-native eleva o nível das integrações corporativas, já que as organizações não podem mais perder velocidade ao conectar sistemas antigos a novos.

Para atender a essa necessidade, surgiu uma nova categoria de tecnologia de integração, low-code, cloud-native e capaz de dar suporte a mudanças durante todo o ciclo de vida do software.

>> Agende uma demonstração personalizada com nossa equipe de especialistas e veja como o iPaaS da Digibee pode trazer mais eficiência para o seu negócio.

O cenário moderno de TI: mudanças em escala

Ao falar sobre a presença constante da mudança, o antigo filósofo grego Heráclito afirmou que era impossível entrar duas vezes no mesmo rio. Talvez ele estivesse prevendo o futuro, considerando o cenário atual da TI corporativa.

A mudança não é apenas constante no mundo da tecnologia. Ela afeta todos os aspectos da TI, das expectativas dos clientes à infraestrutura que sustenta as operações. Em muitas situações, essas mudanças estão acontecendo cada vez mais rápido.

No entanto, ser capaz de acompanhar as mudanças não é suficiente. As organizações de TI precisam conseguir fazer isso em escala. Essa necessidade deu origem à computação cloud-native, uma mudança de paradigma na maneira como as empresas constroem e utilizam tecnologia para acompanhar esse tipo de transformação.

A computação cloud-native, porém, pode ser complexa e difícil. E todo esse esforço não faria sentido se os clientes não estivessem exigindo das empresas recursos tecnológicos melhores e mais dinâmicos.

O contexto da transformação digital para cloud-native

Colocar os clientes no centro das iniciativas de TI está no coração da transformação digital. Essa transformação é impulsionada pelos clientes e viabilizada pela tecnologia, e se tornou cada vez mais urgente com as mudanças provocadas pela pandemia de COVID.

No caminho dessa necessidade de utilizar computação cloud-native para viabilizar a transformação digital está todo o espectro da dívida técnica, principalmente dentro da TI. Décadas de decisões tomadas para resolver necessidades imediatas e gerações de tecnologias que hoje são consideradas legadas criam uma grande barreira para a escala de mudanças que as empresas buscam atualmente.

Desmontar tecnologias antigas raramente é a resposta. Para avançar diante da dívida técnica, líderes de TI precisam aplicar uma combinação planejada de modernização, migração e integração, atualizando, movendo e conectando ativos existentes a novos recursos, respectivamente.

A integração, em particular, exige uma nova forma de pensar para sustentar o princípio cloud-native de "mudança em escala". Precisamos superar antigos mitos sobre integração para avançar com a computação cloud-native e, consequentemente, com nossas prioridades de transformação digital.

Mito da integração nº 1: low-code serve apenas para cenários simples de integração

Tecnologias low-code existem há décadas, mas a geração moderna de ferramentas e plataformas low-code busca reduzir a carga sobre desenvolvedores profissionais, promovendo maior colaboração com stakeholders e acelerando o desenvolvimento de software.

Low-code, porém, vai além da criação de aplicações independentes. Dentro das empresas, o desenvolvimento de software nunca acontece de forma isolada. Sempre existe um banco de dados a ser consultado, uma API a ser conectada ou um conector a ser integrado.

Algumas ferramentas low-code têm dificuldades para lidar com essa realidade. Muitas conseguem ajudar no desenvolvimento de aplicações e resolver cenários básicos de integração, mas ainda deixam os casos mais complexos para o desenvolvimento manual de código.

Essa limitação, no entanto, está rapidamente se tornando coisa do passado, à medida que ferramentas low-code modernas ajudam desenvolvedores a lidar com cenários de integração cada vez mais sofisticados sem precisar escrever uma única linha de código.

Mito da integração nº 2: cloud-native é para aplicações greenfield, enquanto integração resolve desafios brownfield

A necessidade de promover mudanças em escala deu origem a microsserviços e containers, que, por sua vez, colocaram o orquestrador de containers Kubernetes no centro do movimento cloud-native.

Muitos dos primeiros usuários do Kubernetes aproveitaram sua capacidade de suportar mudanças em escala para criar novos microsserviços integrados a novas aplicações.

A computação cloud-native, porém, vai muito além do Kubernetes e oferece suporte a muito mais do que novas aplicações. Na prática, o ambiente típico de uma grande empresa é uma combinação híbrida de ativos brownfield já existentes e recursos mais recentes, conhecidos como greenfield.

Em uma visão mais ampla, a computação cloud-native conta com uma abstração de plano de controle capaz de sustentar e aplicar comportamentos baseados em políticas até mesmo nos ambientes híbridos de TI mais complexos.

Greenfield certamente faz parte desse cenário, mas conectar o novo ao antigo, greenfield ao brownfield, é uma situação muito mais comum e, muitas vezes, mais valiosa.

Integrações tradicionais baseadas em código rígido são pouco flexíveis para sustentar essa visão híbrida de TI em ambientes cloud-native. A própria integração precisa ser baseada em políticas e inerentemente flexível para acompanhar as aplicações cloud-native de hoje e do futuro.

Mito da integração nº 3: integração é uma atividade anterior ao deployment

Para aproveitar os benefícios da computação cloud-native em escala, precisamos deixar para trás as limitações das integrações tradicionais baseadas em código rígido.

Mesmo com a evolução das tecnologias de integração, das ferramentas de Enterprise Application Integration dos anos 1990 aos Enterprise Service Buses (ESBs) dos anos 2000 e às abordagens RESTful da década de 2010, profissionais de TI sempre trataram a integração como algo realizado antes do deployment. Em outras palavras, primeiro conectar tudo, depois colocar em execução.

A possibilidade de alterar integrações dinamicamente em runtime era um objetivo desde a época dos ESBs e Web Services. As primeiras implementações de Web Services ofereciam descoberta e integração automáticas, permitindo que endpoints negociassem entre si automaticamente durante a execução.

Na prática, porém, esse tipo de integração dinâmica se mostrou pouco viável, e os Web Services acabaram se tornando apenas mais um endpoint para integrações baseadas em código rígido.

Até hoje, os casos de uso para integrações totalmente automatizadas capazes de mudar dinamicamente em runtime são limitados. A variedade de mudanças possíveis é simplesmente grande demais para que integrações automatizadas consigam lidar com todas elas.

Para equilibrar essas diferentes necessidades de integração em escala, precisamos considerar a integração uma atividade que cobre todo o ciclo de vida.

Em outras palavras, precisamos abandonar a ideia, herdada do modelo waterfall, de que as fases anteriores e posteriores ao deployment de um software são imutáveis. Em vez disso, podemos seguir os princípios das metodologias ágeis e abordar o ciclo de vida do software de maneira iterativa.

Precisamos considerar a integração uma atividade que cobre todo o ciclo de vida. Isso significa deixar para trás a ideia de que as fases anteriores e posteriores ao deployment de um software são imutáveis.

A mentalidade cloud-native leva essa abordagem iterativa ainda mais longe com práticas modernas de desenvolvimento, como DevOps, CI/CD e GitOps.

A lógica é que esperamos mudanças constantes sem reduzir a velocidade de deployment de softwares novos ou atualizados. Por isso, permitimos e planejamos mudanças também no ambiente de produção.

Essa abordagem moderna e dinâmica para desenvolver software e promover mudanças em escala também se aplica às integrações. Precisamos ser capazes de criar e alterar integrações depois do deployment de maneira iterativa e ágil.

As restrições baseadas em políticas de CI/CD e GitOps certamente ajudam nessa nova forma de integrar software. Diante da grande variedade de cenários de integração e das diferentes mudanças que podem afetá-los, porém, uma abordagem low-code para integração se torna essencial.

Low-code permite que equipes de desenvolvimento e stakeholders trabalhem de forma mais colaborativa e iterativa, não apenas durante a criação das aplicações, mas também durante sua execução e atualização.

As integrações nem sempre serão perfeitas diante de requisitos em constante mudança e aplicações dinâmicas. Com low-code, porém, as pessoas responsáveis por essas integrações têm autonomia e controle para mantê-las atualizadas durante todo o ciclo de vida do software.

A visão da Intellyx: resolvendo os desafios da integração moderna

Existem muitos produtos de integração no mercado, e os analistas parecem criar constantemente novos nomes para as diferentes categorias em que essas soluções se encaixam.

Temos Integration Platform as a Service (iPaaS), Enterprise Integration Platform as a Service (eiPaaS) e Hybrid Integration Platform (HIP). Também existem categorias que se sobrepõem e são mais difíceis de acompanhar, como ferramentas de integração low-code e ferramentas de integração cloud-native.

Não deixe que a terminologia do mercado complique a decisão. Em vez disso, procure os principais recursos necessários para sustentar mudanças em escala nas integrações.

Plataformas de integração como a Digibee são, antes de tudo, cloud-native. Elas não apenas utilizam microsserviços, containers e Kubernetes, mas também oferecem um plano de controle baseado em políticas que permite às equipes de TI gerenciar integrações durante todo o ciclo de vida do software.

A plataforma da Digibee também é low-code, com interfaces visuais simples que facilitam e aceleram o trabalho de desenvolvedores profissionais, promovendo maior colaboração e oferecendo suporte às mudanças durante todo o ciclo de vida.

Na verdade, o suporte da Digibee a todo o ciclo de vida da integração é outro recurso essencial para qualquer ferramenta moderna de integração. Não podemos mais limitar as atividades de integração à fase anterior ao deployment de um software.

A computação cloud-native permite mudanças em escala durante todo o ciclo de vida do software, e a tecnologia de integração precisa acompanhar essa realidade.

Sobre o autor: Jason Bloomberg

Jason Bloomberg é um dos principais analistas da indústria de TI, além de autor, palestrante e especialista reconhecido globalmente em tendências disruptivas de tecnologia corporativa e transformação digital.

Ele é fundador e presidente da Intellyx, empresa de análise especializada em transformação digital. Bloomberg recebeu diversos reconhecimentos em rankings de influenciadores e líderes de pensamento nas áreas de cloud computing, low-code, transformação digital e DevOps.

Bloomberg é autor ou coautor de cinco livros, incluindo Low-Code for Dummies, publicado em outubro de 2019.

Sobre a Digibee

A Digibee desenvolveu sua plataforma de integração híbrida para conectar empresas ao mundo digital com rapidez, utilizando Kubernetes, microsserviços, low-code e um modelo de entrega diferenciado. Sua plataforma flexível simplifica os desafios de integração e permite que clientes acelerem a inovação ao tratar a integração como uma capacidade reutilizável, em vez de uma iniciativa isolada.

Sua abordagem abrangente e ágil para integração permite que empresas acelerem a tomada de decisões, melhorem a experiência dos clientes e alcancem melhores resultados de negócio de maneira rápida e escalável, sem grandes investimentos. A Digibee possui escritórios em São Paulo, no Brasil, Weston, na Flórida, e Denver, no Colorado.

Copyright © Intellyx LLC. A Digibee é cliente da Intellyx. A Intellyx mantém o controle editorial final deste artigo. Créditos das imagens: Marcio Ramalho, David Antis, Dominic Melton e Bart E.

©2021 Intellyx LLC. https://intellyx.com

Rodrigo cofundou a Digibee com base nos princípios de simplicidade, agilidade e relações humanas sólidas, com o objetivo de reduzir a dependência de desenvolvedores e permitir que clientes com menos conhecimento técnico acelerem suas transformações digitais com mais eficiência e menor custo. Formado em Ciência da Computação e com MBA, Rodrigo ocupou cargos de liderança na CA Technologies e na Zup Innovation antes de fundar a Digibee.

POSTS RECOMENDADOS

No items found.
Modernizacao de Legado

Transformando workflows em bibliotecas de código reutilizável: o poder das Capsules

Descubra como as Capsules da Digibee simplificam integrações com funções reutilizáveis, reduzindo código duplicado, custos e a complexidade das APIs.

read more
By
Rodrigo Bernardinelli
July 31, 2024
Modernizacao de Legado

Redefinindo a integração: a visão da Digibee para resolver o dilema do iPaaS

Uma análise de como a solução de integração da Digibee atende às principais necessidades das empresas diante da complexidade do mercado de iPaaS.

read more
By
Rodrigo Bernardinelli
March 21, 2024
Modernizacao de Legado

iPaaS moderno: o remédio certo para suas integrações

Se você enfrenta muitos dos desafios comuns aos usuários de plataformas legadas, um iPaaS moderno e low-code pode ser a melhor solução.

read more
By
Rodrigo Bernardinelli
March 14, 2024
IA & Agentes

Por que construímos a partir da especificação, não do plano

Hoje, desenvolvedores usam prompts para que ferramentas de IA construam por eles. Empresas de software criaram servidores MCP que permitem trabalhar em suas plataformas diretamente por uma interface de chat com IA. Mas existe uma abordagem melhor: começar por uma especificação.

LEIA MAIS ↗
por
Matt Casey
September 2, 2026
Integração de sistemas e API

A verdade está no seu código ou na sua especificação?

Entenda por que o vibe coding não é suficiente para infraestruturas corporativas e por que especificações consistentes são essenciais.

LEIA MAIS ↗
por
Tiago Bernardinelli
por
Matt Casey
August 25, 2026
IA & Agentes

O que foi necessário para fazer uma LLM criar integrações corporativas?

Um engenheiro de IA conta um pouco do que precisou fazer para construir o Digital Worker da Digibee.

LEIA MAIS ↗
por
Luciano Chaves
August 18, 2026

Agende uma demonstração

Pare de gerenciar pipelines. Comece a entregar inovação.