Integrações Low-Code: O que é e como funciona

As integrações low-code permitem conectar sistemas e automatizar fluxos usando interfaces visuais. Saiba como funcionam e por que estão transformando empresas

janeiro 1, 2022

Em um mundo altamente digital, as empresas enfrentam uma complexidade crescente em seus ambientes tecnológicos. Com a proliferação de aplicativos em nuvem, sistemas legados e ferramentas de dados dispersas, a integração de sistemas se tornou essencial para a eficiência das operações. Por isso, integrações low-code se tornaram essenciais.

De acordo com relatórios recentes, mais de 70% das novas aplicações empresariais serão construídas em plataformas low-code até o ano de 2026, impulsionando a transformação digital e expondo a necessidade de mudanças.

As plataformas low-code surgem como uma solução para acelerar essas integrações, permitindo que equipes conectem sistemas sem depender exclusivamente de codificação complexas. As integrações low-code representam um diferencial competitivo, ao possibilitar a automação de sistemas de forma rápida e escalável.

O que são integrações low-code?

Integrações low-code são implementações de conexões entre aplicativos, bancos de dados e serviços usando plataformas que minimizam a necessidade de programação manual. De forma ampla, é uma abordagem que utiliza interfaces visuais e componentes pré-construídos para orquestrar fluxos de dados, permitindo que desenvolvedores configurem integrações eficientes.

A diferença entre low-code e no-code é muito sutil, mas extremamente importante: plataformas low-code permitem alguma customização via código para cenários mais avançados, enquanto no-code é inteiramente visual, ideal para usuários de negócios sem experiência em programação.

Ambas reduzem o tempo e o esforço em projetos de integração, cortando semanas ou meses de desenvolvimento tradicional para horas ou dias, graças a conectores prontos e automações intuitivas.

Como funciona uma plataforma de integração low-code?

Uma plataforma de integração low-code opera por meio de elementos comuns que facilitam a criação de fluxos automatizados. Tipicamente, inclui conectores prontos para APIs, bancos de dados, ERPs e outros sistemas, permitindo conexões sem codificação profunda. A interface visual drag-and-drop é o coração do sistema, com funções de arrastar e soltar.

Outros recursos incluem transformação de dados sem código, como conversão de formatos ou enriquecimento de informações, e automações condicionais baseadas em regras lógicas. Por exemplo, em um fluxo simples entre CRM e ERP, um lead capturado no CRM pode acionar automaticamente a criação de um registro no ERP, sincronizando dados em tempo real.

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ALT TEXT: Como funcionam integrações low-code

Benefícios das integrações low-code para empresas

As integrações low-code oferecem vantagens significativas, impactando diretamente a agilidade e a eficiência operacional. Confira, abaixo, alguns dos principais benefícios de sua implementação.

Aceleração do time-to-market

Com desenvolvimento visual, projetos que levariam meses são concluídos em semanas, permitindo lançamentos rápidos de novas funcionalidades sem que haja prejuízo para a produtividade da empresa.

Redução de dependência de desenvolvedores especializados

Equipes de negócio podem criar integrações simples, liberando a equipe de TI para tarefas complexas e democratizando o acesso à tecnologia, tendo em vista que todos ganham a chance de participar.

Facilidade de manutenção e atualizações

Fluxos visuais facilitam auditorias e ajustes, o que possibilita a redução de erros e, também, o downtime.

Acesso facilitado para áreas de negócio

Profissionais que não são técnicos da área de TI podem configurar automações, fomentando a colaboração entre TI e negócios.

Redução de custos operacionais e de TI

Estudos indicam economias de até 50% em desenvolvimento, com menor necessidade de mão de obra especializada. Isso impulsiona a transformação digital, melhorando a eficiência operacional em ambientes corporativos.

Casos de uso práticos

As integrações low-code se aplicam em diversos cenários empresariais. Por exemplo, na integração entre plataforma de e-commerce como Shopify e ERP como Totvs, fluxos automatizados sincronizam estoques e pedidos, reduzindo erros manuais e acelerando entregas.

Outro caso é a conexão de plataformas de marketing como RD Station com CRM como Salesforce, onde leads gerados em campanhas são transferidos automaticamente, enriquecendo dados para personalização de vendas.

Na área de RH, a orquestração de processos como onboarding com Gupy e folha de pagamento integra dados de novos funcionários, automatizando aprovações e atualizações. A integração com ferramentas de BI, como Power Bi, e bancos de dados relacionados permite dashboards em tempo real.

Quando optar por integração low-code (e quando não)

A integração low-code é ideal para pequenas e médias empresas com times enxutos, onde a escalabilidade rápida é crucial. Também se destacam em equipes que precisam de flexibilidade para testes ágeis e iterações.

No entanto, evite em processos com lógica extremamente complexa, onde a customização profunda é necessária. Ambientes de alto volume transacional com baixa latência exigida, ou requisitos altamente específicos, podem demandar desenvolvimento tradicional para desempenho otimizado.

Ferramentas populares para integrações low-code

Na tabela abaixo, você pode conhecer um pouco mais sobre as principais ferramentas para integrações low-code, aproveitando para compará-las e entender qual delas é mais apta para o seu tipo de negócio.

PlataformaTipo de UsuárioDestaques
Make (Integromat)Usuário técnico intermediárioFlexível e acessível, com 3,000+ apps pré-construídos e AI para automações visuais.
ZapierNão técnicosInterface intuitiva, conecta 8,000+ apps com AI para workflows e agentes.
DigibeeCorporativoAlta escalabilidade e segurança, com Zero Trust e integração serverless.
Tray.ioTécnicos avançadosSuporte a fluxos complexos com AI, governança e agentes inteligentes.
WorkatoCorporativoIA para automação de negócios, iPaaS para era agentic.

Desafios e limitações das integrações low-code

Apesar dos benefícios, há muitos desafios em implementar integrações low-code no seu negócio: limitações na personalização de fluxos complexos podem exigir código adicional e custar um pouco mais caro.

Custos de licenciamento escalam com volume de uso, potencialmente elevando as despesas. Além disso, ainda há riscos de shadow IT, que surgem quando departamentos criam integrações sem governança, comprometendo a segurança das informações. Boas práticas de documentação e controle de acesso podem ajudar a mitigar todos esses problemas.

Futuro das integrações low-code

Em 2025, o low-code já é uma realidade consolidada. 70% das novas aplicações empresariais utilizam tecnologias low-code ou no-code, um salto significativo em relação a menos de 25% no ano de 2020. Isso é impulsionado pela escassez de desenvolvedores qualificados e pela necessidade de reduzir o tempo de desenvolvimento em até 90%.

As principais tendências para a área estão voltadas para integração com IA e machine learning, onde as plataformas low-code incorporarão IA para sugestões inteligentes de código, otimização de fluxos e detecção de anomalias.

Além disso, ainda há a questão da automação avançada e RPA visando automatizar tarefas repetitivas, como processamento de dados e relatórios, sem que haja a necessidade de uma codificação profunda.

Outras possíveis tendências são:

  • Plataformas low-code/no-code democratizadas.
  • Integração multicloud e híbrida.
  • Gerenciamento de APIs e arquitetura orientada a eventos.
  • Segurança e conformidade aprimoradas.
  • Soluções setoriais específicas para as áreas do mercado.

FAQ – Perguntas frequentes sobre integrações low-code

1. O que significa integração low-code?

É a implementação de fluxos entre sistemas usando plataformas com pouca necessidade de codificação, permitindo que até profissionais não técnicos configurem integrações de forma visual. Isso acelera conexões entre APIs, bancos de dados e ERPs, reduzindo o tempo de desenvolvimento.

2. Quais as vantagens do low-code na integração de sistemas?

Agilidade, redução de custos, menor dependência de TI e flexibilidade são os principais benefícios das integrações low-code, permitindo automações rápidas e escaláveis.

3. Low-code é seguro?

Sim, desde que a plataforma utilizada tenha autenticação forte, criptografia e políticas de governança bem definidas, como Zero Trust e compliance com a LGPD.

4. Qual a diferença entre low-code e no-code?

Low-code exige algum conhecimento técnico e permite a personalização por meio de códigos. No-code é totalmente visual e voltado para usuários de negócio.

5. Quais plataformas fazem integração low-code?

Zapier, Digibee, Make, Tray.io e Workato são algumas das plataformas mais conhecidas, focando em automação e conectores de APIs.

Conclusão: o papel estratégico das integrações low-code

As integrações low-code vão além de uma tendência: são uma resposta à demanda por agilidade na integração de sistemas. Incentive a análise das necessidades da empresa para escolher a ferramenta adequada, promovendo colaboração entre TI e negócios na transformação digital.

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