janeiro 1, 2022
O processo de integração de sistemas está ligado à comunicação entre softwares distintos que precisam trocar dados ou operar em conjunto, garantindo um fluxo contínuo de informações. Em um mercado que necessita de inovação, a conectividade é essencial para a transformação digital das empresas.
Essa integração permite que sistemas como ERPs e CRMs compartilhem dados em tempo real, eliminando silos e melhorando a produtividade. Com a centralização de dados, as organizações ganham agilidade, reduzem erros manuais e impulsionam a inovação.
No contexto da interoperabilidade, o processo de integração de sistemas se torna um pilar para a automação de processos e a governança de dados. Confira, neste artigo, mais informações acerca desse processo.
Quando uma empresa precisa integrar sistemas?
Muitas empresas enfrentam desafios quando seus sistemas operam isoladamente, impactando a eficiência operacional. Por exemplo, um ERP e um CRM que não se comunicam podem gerar duplicidade de dados e atrasos em decisões.
Sistemas de vendas e atendimento isolados frequentemente resultam em experiências ruins para o cliente, com informações fragmentadas. Já ferramentas de BI sem acesso a dados em tempo real limitam análises precisas e insights estratégicos.
Plataformas legado e SaaS em silos complicam a escalabilidade, especialmente em cenários de crescimento. Nesses casos, o processo de integração de sistemas é crucial para promover a conectividade entre softwares e otimizar o fluxo de dados entre sistemas.
Etapas do processo de integração de sistemas
O processo de integração de sistemas segue fases estruturadas para garantir sucesso. Abaixo, veja o detalhamento de cada uma delas.
1. Mapeamento de sistemas e necessidades
- Objetivo: identificar sistemas existentes, fluxos de dados e requisitos de negócio para alinhar a integração à estratégia da empresa.
- Profissionais envolvidos: gerentes de TI, arquitetos de sistemas e stakeholders de negócio.
- Ferramentas comumente usadas: diagramas em ferramentas como Lucidchart ou Microsoft Visio para visualização de arquitetura de integração.
- Riscos e mitigação: superestimar as necessidades pode inflar custos; mitigue com workshops colaborativos e priorização baseada em ROI.
2. Levantamento de dados, APIs, formatos e permissões
- Objetivo: analisar estruturas de dados, interfaces disponíveis e requisitos de segurança para planejar trocas eficientes.
- Profissionais envolvidos: desenvolvedores, consultores de transformação digital e analistas de dados.
- Ferramentas comumente usadas: ferramentas como Postman para testar APIs e documentar formatos (JSON, XML).
- Riscos e mitigação: incompatibilidades de formatos podem causar falhas; mitigue com auditorias iniciais e padronização de dados.
3. Escolha da abordagem de integração (API-first, ETL, EDI, iPaaS, etc.)
- Objetivo: selecionar o método mais adequado ao contexto, considerando escalabilidade e complexidade.
- Profissionais envolvidos: CTOs, CIOs e arquitetos de integração.
- Ferramentas comumente usadas: plataformas iPaaS como MuleSoft para avaliação rápida de opções.
- Riscos e mitigação: escolha inadequada pode gerar ineficiências; mitigue com provas de conceito (PoC) e análise de prós e contras.
4. Desenvolvimento e testes das integrações
- Objetivo: construir e validar as conexões para assegurar funcionalidade e performance.
- Profissionais envolvidos: desenvolvedores e testadores de QA.
- Ferramentas comumente usadas: ambientes de desenvolvimento como Swagger para APIs e ferramentas de teste como JMeter.
- Riscos e mitigação: erros de codificação podem comprometer a segurança; mitigue com testes automatizados e revisões de código.
5. Implementação e monitoramento contínuo
- Objetivo: implantar a integração e monitorar para manutenção proativa.
- Profissionais envolvidos: profissionais de operações e gerentes de projetos.
- Ferramentas comumente usadas: ferramentas de monitoramento como Prometheus ou ELK Stack.
- Riscos e mitigação: falhas pós-implantação afetam operações; mitigue com alertas em tempo real e planos de contingência.
Abordagens e tipos de integração
Existem diversas abordagens para o processo de integração de sistemas, cada uma com prós e contras. A escolha depende da necessidade de tempo real ou batch. Confira, abaixo, quais são as abordagens e tipos mais comuns:
- Integração em tempo real (via APIs e eventos): usa APIs REST/SOAP e webhooks para trocas instantâneas. Prós: Agilidade e sincronia; contras: Alta latência em volumes grandes. Ideal para orquestração de serviços.
- Integração por lote (batch) com rotinas de ETL: processa dados em lotes periódicos. Prós: Eficiente para grandes volumes; contras: Atrasos em atualizações. Comum em middleware de integração.
- Middlewares e plataformas iPaaS: atuam como camadas intermediárias. Prós: Facilidade de configuração; contras: Dependência de provedores. Promovem interoperabilidade.
- Conectores nativos ou personalizados: integrações prontas ou customizadas. Prós: Simplicidade; contras: Limitações em cenários complexos.
- Mensageria (Kafka, RabbitMQ, SQS): gerencia filas de mensagens. Prós: Resiliência; contras: Complexidade de setup. Excelente para fluxo de dados entre sistemas.
Principais tecnologias e ferramentas usadas no processo
Existem muitas tecnologias envolvidas no processo de integração de sistemas. As ferramentas variam por categoria, facilitando a integração de sistemas corporativos. Confira as principais delas logo abaixo:
iPaaS
- MuleSoft: plataforma robusta para conectividade entre softwares.
- Boomi: foco em nuvem híbrida.
- Tray.io: automação intuitiva.
- Digibee: solução brasileira para integrações ágeis.
ETL/ELT
- Talend: processamento de dados em escala.
- Pentaho: open-source para ETL.
- Apache NiFi: gerenciamento de fluxos de dados.
Dev/Integração Customizada
- REST/SOAP APIs: padrões para integração via API.
- Webhooks: notificações em tempo real.
- SDKs: kits para desenvolvimento personalizado.
- Postman, Swagger, Insomnia: testes e documentação.
Boas práticas no processo de integração
Adotar boas práticas garante segurança e eficiência na integração de sistemas. Dentre as principais delas, temos:
- Documentação clara e atualizada: mantenha registros acessíveis para equipes.
- Padronização de dados: use formatos consistentes para evitar inconsistências.
- Segurança: autenticação, criptografia, controle de acesso: implemente OAuth e SSL para proteção.
- Versionamento de APIs: controle mudanças para compatibilidade.
- Testes automatizados (unitários, de carga, de regressão): reduza erros com CI/CD.
- Monitoramento de erros e performance: use dashboards para detecção precoce.
Essas práticas fortalecem a governança de dados e a automação de processos. Além disso, podem ser o diferencial necessário para a sua empresa dentro do mercado, atraindo clientes e se colocando à frente da concorrência.
Desafios e riscos em projetos de integração
Projetos de integração enfrentam obstáculos que podem ser minimizados com planejamento. Dentre os principais deles, podemos mencionar:
- Dados inconsistentes ou mal estruturados: causa erros; antecipe com limpeza inicial.
- Falta de padrões entre sistemas: gera incompatibilidades; padronize via middleware.
- Ausência de governança: leva a caos; implemente políticas claras.
- Baixo envolvimento do time de negócio: desalinha objetivos; envolva desde o início.
- Custo alto de manutenção se mal planejado: evite caso esteja com escalabilidade em mente.
Os riscos precisam ser monitorados com frequência, pois isso garantirá que a segurança em integração de sistemas seja mantida..
Integração de sistemas legados: é possível?
Sistemas legados, sem APIs modernas ou documentação deficiente, apresentam dificuldades, mas a integração é viável. Soluções incluem wrappers para encapsular funcionalidades antigas, bancos intermediários para dados transitórios, RPA para automação robótica e iPaaS com conectores personalizados.
Um exemplo de que essa estratégia funciona é que as empresas que migraram mainframes para nuvem usando MuleSoft ganharam interoperabilidade. Alternativas como APIs customizadas facilitam a transição, promovendo conectividade sem substituição total.
Benefícios empresariais de um bom processo de integração
Um processo de integração de sistemas bem executado traz vantagens estratégicas. As principais delas são:
- Eficiência operacional: automatiza tarefas, reduzindo tempo e erros.
- Visão 360º do cliente: integra dados para personalização.
- Redução de custos manuais: elimina duplicidades e processos repetitivos.
- Escalabilidade e inovação: facilita adoção de novas tecnologias.
- Melhoria na experiência do usuário: fluxos seamless melhoram satisfação.
Conclusão
O processo de integração de sistemas é estratégico, indo além da técnica para impulsionar o crescimento empresarial. Avalie o momento ideal para iniciar, com foco em eficiência e segurança.
Se você realmente quer ter um processo de integração de sistemas efetivo e seguro, conte com a Digibee. Nossos profissionais são especialistas na otimização da arquitetura de integração e podem ajudar a sua empresa a alcançar resultados a longo prazo!
FAQ — Perguntas Frequentes sobre processo de integração de sistemas
O que é o processo de integração de sistemas?
O processo de integração de sistemas envolve conectar softwares distintos para trocar dados e operar conjuntamente, promovendo eficiência e centralização. É essencial para a transformação digital, reduzindo silos e melhorando decisões baseadas em dados reais.
Quais são as etapas da integração entre sistemas?
As etapas incluem mapeamento de necessidades, levantamento de dados e APIs, escolha de abordagem, desenvolvimento/testes e implementação com monitoramento. Cada fase foca em alinhamento, segurança e performance para o sucesso.
Quais ferramentas são usadas para integrar sistemas?
Ferramentas comuns incluem iPaaS como MuleSoft e Boomi, ETL como Talend, e APIs com Postman. Escolha depende do tipo de integração, priorizando escalabilidade e facilidade.
Qual a diferença entre integração via API e ETL?
API oferece trocas em tempo real via endpoints, ideal para sincronia imediata. ETL processa dados em lotes, eficiente para volumes grandes, mas com atrasos. APIs são ágeis; ETL, robusto para análises.
Como integrar sistemas legados?
Use wrappers, RPA ou iPaaS com conectores customizados para superar limitações como falta de APIs. Bancos intermediários facilitam dados, permitindo interoperabilidade sem reformulações totais.
Quais os desafios mais comuns na integração de sistemas?
Desafios incluem dados inconsistentes, falta de padrões e custos de manutenção. Mitigue com governança, padronização e envolvimento de equipes para evitar impactos operacionais.
Vale a pena usar uma plataforma iPaaS?
Sim, iPaaS como Boomi simplifica integrações híbridas, reduz tempo de desenvolvimento e melhora escalabilidade. É ideal para empresas com múltiplos sistemas, apesar do custo inicial, oferecendo ROI em eficiência.
Qual o papel do arquiteto de integração?
O arquiteto projeta a arquitetura de integração, escolhendo abordagens e garantindo interoperabilidade. Ele coordena equipes, mitiga riscos e assegura alinhamento com objetivos de negócio para integrações seguras e eficientes.


